terça-feira, dezembro 19, 2006

Apicultura melhora renda de produtores em Camamu

Com a implantação do projeto para a aquisição de 30 kits de apicultura (10 colméias, por produtor, indumentárias e fumigador), em 2005, os apicultores de Camamu contam com a estrutura necessária para produzir e comercializar os produtos com sucesso, melhorando assim a renda de suas famílias. Hoje, com uma média de 20 colméias/produtor, a renda é de R$ 4,2 mil/ano, o que corresponde a um salário mínimo/mês. Antes, o produtor tinha como fonte de renda apenas a exploração de culturas de subsistência.

A iniciativa é das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que beneficia trinta famílias cadastradas na Associação de Apicultores e Melipolinicultores de Camamu e Região (Apimec), hoje, responsável pela comercialização de toda a produção. “O propósito é que a atividade gere renda no campo e os agricultores familiares consigam produzir mais, melhorando a qualidade de vida de suas famílias”, assegurou o presidente da EBDA, Francisco Benjamim Filho.

“Venho buscando alternativas para o desenvolvimento da atividade e comercialização da produção”, disse o apicultor Fernando Antônio dos Santos, que faz parte da diretoria da associação e vem se destacando com suas 60 colméias. Com a proposta de comercialização da produção de 2005, para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a associação adquiriu os 11,5 mil quilos de mel produzido, ao preço de R$ 5,00/kg, sendo a média de preço/kg praticado no mercado de R$ 2,30/kg.

“A renda é praticamente livre para o produtor, pois ele quase não demanda tempo na atividade, utilizando todo o tempo útil nas demais atividades agrícolas da propriedade como mandioca, cacau, cravo e guaraná”, assegurou o técnico da empresa, Marlon Gonçalves de Oliveira.

De acordo com a coordenadora estadual do programa de apicultura, Vandira Mata, a atividade é comprovamente econômica e adequada para os agricultores familiares em qualquer ecossistema. “Este é apenas um passo para melhor qualidade de vida, à medida que estes apicultores agreguem valor ao mel obtido e diversifiquem a produção, introduzindo a exploração de pólen e própolis a partir das colméias”, disse.

Para valorizar o produto e o mercado local, assim como melhorar o padrão alimentar da comunidade, a produção de mel fica no próprio município, sendo utilizado na merenda escolar, em creches, asilos e também por agentes comunitários na alimentação de crianças carentes. Para a aquisição da produção 2006 uma nova proposta de comercialização já foi enviada a Conab, estimada em 13,5 mil quilos, correspondendo a um valor de R$ 65 mil.

Desde o início do projeto, em 2005, a EBDA incentivou a atividade na formação da associação como forma de fortalecimento dos produtores, na profissionalização, através de cursos de formação como os de Iniciação à Apicultura e Apicultura Avançada, na elaboração de projetos de crédito e na disponibilização de um técnico para acompanhamento e assistência técnica aos produtores.

Como avanço para a auto-suficiência da atividade, os produtores estão se mobilizando para construção da Casa de Mel no município. Assim, eles terão toda a infra-estrutura para o beneficiamento e envasamento do mel e ainda para a exploração de outros produtos como saches. Atualmente, o beneficiamento vem sendo feito na cidade de Camamu, onde o mel é centrifugado e envasado. (Fonte: Agecom)