sexta-feira, novembro 10, 2006

Centro de Zoonoses registra cinco casos de Leishmaniose

O Centro de Controle de Zoonoses de Itabuna - CCZ divulgou esta semana um relatório confirmando a existência de cinco novos casos de Leishmaniose em cães na fazenda Esperança, município de Lomanto Júnior (Barro Preto). O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central em Salvador – Lacen, a partir da coleta de sangue dos cinco animais com suspeita da doença, feita pelo CCZ em Itabuna. Em agosto deste ano foi registrado um caso da doença em Itabuna. Como não existe a cura para a doença, o animal teve que ser sacrificado, segundo lembrou o coordenador do centro, Paulo Luna.

Ele explica que a leishmaniose é uma doença zoonótica com risco em potencial para a saúde pública, sendo transmitida pela picada de um mosquito infectado. O cão é o hospedeiro ou reservatório natural da doença. Os sintomas apontados pelo coordenador são falta de apetite, emagrecimento, aumento dos gânglios, lesões de pele com ulcerações, apatia, febre, anemia, lesões internas ou articulares.

Paulo Luna disse que o número de casos registrados na região é preocupante porque a doença é contagiosa, uma vez que é transmitida do animal para o homem, por isso ele alerta a comunidade para que não descuide de seus bichos de estimação e, sempre que for possível, leve-os a uma consulta veterinária. O Centro de Zoonoses de Itabuna oferece serviços gratuitos e diariamente aos criadores de animais, inclusive com visitas domiciliares agendadas previamente.

O diretor disse que o tratamento, em fase de teste para o animal, pode oferecer uma melhora momentânea, mas não a cura definitiva. “Assim mesmo exige um procedimento dos proprietários dos cães, um compromisso de cuidados especiais com o animal afetado e também com o ambiente onde este vive”. Com relação aos humanos, Paulo disse que a doença tem cura, desde que seja diagnosticada cedo e tenha a ajuda do governo, mas o tratamento custa caro.

Sem sintomas - O diretor informa ainda que alguns cães portadores da doença não apresentam sinais e é justamente este fato que se constitui o perigo, porque ele pode contagiar outros animais e o próprio homem. Por isso, ele recomenda consultas regulares ao veterinário. Qualquer dúvida pode ser esclarecida no CCZ de Itabuna, pelo telefone 3214-7758.

Em função dos casos da leishmaniose registrados – um em Itabuna e os cinco na região – o diretor do centro reafirmou o compromisso de intensificar ainda mais a vigilância para orientar a comunidade, realizar consultas através de visitas domiciliares e vacinar os animais, principalmente os que vivem na zona rural do município.

Na zona urbana, a vacinação continua sendo feita em todos os bairros da cidade e os índices já ultrapassam os 80%, segundo Paulo. Ele disse que esse trabalho vem sendo feito por equipes de profissionais, a exemplo dos dois veterinários qualificados, motivados e atentos à questão da saúde pública. “O centro só funciona graças ao prefeito Fernando Gomes e ao secretário de Saúde, Jesuíno Oliveira, que têm sido sensíveis a essa questão. E mesmo sem apoio federal, nós temos feito todos os esforços para que a comunidade seja atendida”, destacou Paulo Luna, adiantando que não tem conhecimento de que qualquer outro centro de zoonoses no interior da Bahia que realize consultas domiciliares gratuitas. (Fonte: Ascom de Itabuna)